Tanta gente falando de Kurt Cobain, que se matou há quinze anos. Lembro de ter visto a notícia num jornal, indo para a casa do Gollum – deve ter sido então num sábado ou num outro day off qualquer. Lembro de ter ficado ligeiramente admirado: então ele era mesmo autodestrutivo, quem diria. E depois pensei em Courtney Love e senti um arrepio.

Mas devo confessar que a notícia não perturbou muito nem aquele day off, nem o curso dos meus dias. Quer dizer: que chato e tudo o mais, mas ligar de verdade… não liguei.

Gostei iménso – né, Júlia? – de Nevermind, que alguém gravou para mim em 1991; o restante da grunjaiada me pareceu muito mais chato: com exceção de Rusty Cage, do Soundgarden – que nem é tão grunjento assim, é Black Sabbath aggiornato – e Man in the Box, do Alice in Chains, passei batido por todo o, hum, movimento.

Do Nirvana sempre gostei mais desta, nesta versão específica:

Polly. Gentil e tranqüila musiquinha sobre uma menininha seqüestrada. Depois o Soundgarden, misturando Sabbath com Led e baixo punk:

Rusty Cage, a própria. Lembro que o resto do disco era chato pra caralho. E por fim Alice Acorrentada:

Ninguém nunca falou o quanto esses caras devem ao Judas Priest e – podem me xingar – ao Whitesnake, o que fica muito mais óbvio ao vivo. Em todo caso, confessem: essa é de longe a piorzinha das três.

Fiquei muito mais chateado com a morte do George Harrison. Eu e a Rosa Marinha. Essa é só pra ouvir, esquecendo a cover idiota que uma cantorazinha brazuca fez, anos atrás:

Anúncios