“Sid Vicious me seguiu por todos os lugares. Isso foi antes dele estar nos Sex Pistols. Ele era muito legal e muito inocente. Vi ele o tempo inteiro. A pior vez foi numa noite em que fizemos uma tremenda festa. Era verão, e em Londres não há ar-condicionado. Era num lugar chamado Country Cousin ou Country Club, onde todo mundo fazia suas festas. Estavam servindo vinho e cerveja, e todo mundo estava atrolhado. O banheiro inteiro estava cheio de vômito - na pia, nas privadas, no chão. Era completamente nojento.
“E alguém disse: ‘Dee Dee, você precisa de alguma coisa?’
“Eu disse: ‘Yeah, quero um pouco de speed‘.
“De repente eu tinha uma enorme quantidade de speed na minha mão. Comecei a cheirar feito louco. Fiquei muito louco. E então vi Sid, e ele disse: ‘Você tem alguma coisa para se chapar?’ Eu disse: ‘Yeah, tenho speed‘ Então Sid sacou um kit de apetrechos, botou um punhadão de speed na seringa e daí enfiou a agulha na privada, com todo o vômito e mijo, e encheu. Não pôs no fogo. Só sacudiu, enfiou no braço e saiu do ar. Fiquei só olhando pra ele. E eu que até ali achava que já tinha visto tudo.”
Dee Dee Ramone. Em Mate-me, Por Favor, de Legs McNeil e Gillian McCain. Porto Alegre, L&PM, 1997, página 250.
Blá, blá, blá