Hugh Laurie é bem conhecido aqui no Brasil por fazer o engraçado e rude Dr. House; já Stephen Fry ficou brevemente célebre quanto interpretou, magistralmente, Oscar Wilde numa produção da década (do século?) passada. Na Inglaterra mamãe dos dois, eles formaram uma dupla cômica muito bacana que tinha um show chamado A bit of Fry and Laurie. Fizeram também uma adaptação magnífica de Jeeves & Wooster, personagens de P. G. Wodehouse:

Howdy-howdy-howdy-ho, sir. Os dois, junto com Emma Thompson, se formaram no célebre Footlights Club, de Cambridge, de onde saíram também os Pythons Eric Idle, Graham Chapman e John Cleese, bem como, antes deles, Peter Cook. Terra santa, portanto. Curtam esse pedacinho aí em cima; o TuTubas tem muito mais.

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Numa pesquisa entre comediantes ingleses para eleger o “comediante dos comediantes”, John Cleese tirou o segundo lugar; o primeiro foi para Peter Cook, e Cleese votou nele. Não há muita coisa de Cook lançada aqui: creio que apenas “The wrong box” (“A loteria da vida”) e “Bedazzled” (“O diabo é meu sócio”), este último refilmado em 2000 com Brendan Fraser. Cook teve também uma dupla de sucesso com Dudley Moore num show chamado Not only… but also, e uma vida pessoal atribulada pelo alcoolismo. Ei-lo como Sir Arthur Streeb-Greebling, discorrendo sobre como ensinar corvos a voar debaixo d’água:

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O entregador da Veja me deu o telefone dele. “É muito melhor que o SAC”, explicou, e acreditei piamente.

P. S. tardio: Stephen Fry é veado, e sua justificativa para isso é ótima (e passa longe do besteirol de “opção” e tal). Diz ele que “Tudo começou quando saí do útero. Olhei de volta para a minha mãe e pensei: ‘Essa é a última vez que me enfio num lugar desses’”.

P. S. ainda mais tardio: eu não podia deixar passar esta maravilhosa aula de lingüística, cruelmente fiel a muitas que tive na FFLCH: