Oh, método científico! Matemática!

"Que sistema reprodutor gostoso, gata!"

Uma vez li o blogue de um imbecil que dizia se sentir pessoalmente insultado toda vez que o Kaká, ao fazer um gol, mostrava uma camiseta dizendo que Deus é bacana. Para o tal blogueiro, ler “Deus te ama” é o mesmo que ler “Vai tomar no cu”: ele fica revoltado, ele quer abrir processo.

Agora li por aí que a FIFA quer punir times e jogadores de futebol que, cito, “façam alusão à religião”. De onde sou levado a concluir que aquele blogueiro não era um idiota isolado, e que Jesus virou palavrão ou símbolo de coisa feia para uma legião.

Nasci no século passado, de pai italiano que se lixava ecumenicamente para todos os credos e detestava amolação, mas não reprimia nada. Sou geneticamente avesso à devoção, portanto, mas não posso deixar de achar bem esquisito o mundo novo em que Deus, Alá e Oxalá são considerados tão daninhos à sociedade quanto cigarros. Ou em que confessar um credo seja como confessar uma tara.

Sou agnóstico e não-fumante, mas nada tenho contra fumo e reza. Bem esquisito este mundo novo em que se querem praticar restrições em nome da tolerância.