Eu tinha um outro blogue quando Lula criou seu inefável Ministério da Pesca, o que me fez lembrar o Febeapá e o secretário da educação e saúde do Estado do Rio nos anos 60, que quis fundar a “Universidade do Peixe”. Pois o blogue morreu, e eu achava que esse Ministério também, porque a pesca não é assunto lá tão palpitante.
Engano. Há Ministério ainda, e o Excelentíssimo que o comanda é o senhor Altemir Gregolin. Ele mesmo, Altemir Gregolin. Ora, quem senão Altemir Gregolin. Eu faria uma música: pim, pim, pim, Gregolin, Gregolin, Dantas, pim. Altemir Gregolin, autoridade máxima nacional em assuntos de rede e anzol.
Não se sabe se a pesca avançou, melhorou, evoluiu cá no Brasiu. Mas Gregolin pim pim deu – parece que a mando do Roussefão – emprego à mulher de um hombre das FARC (aquela organização humanitária colombiana que está reeducando umas seiscentas pessoas há dez anos). A ver o que a FARC pesca por cá – além de cargos, naturalmente.
O partido infaustamente acronimado DEM quer saber, acho que só de sacanagem, se a ABIN tinha ciência da condição de dona-de-FARC da tal mulher. Sendo a ABIN uma agência Brasileira de Inteligência, e portanto uma espécie de antítese regulada em lei, é duro de saber – seja a sério, seja por graça.
Não que importe. Dificilmente demitirão a mulher, que talvez até seja útil: quem sabe ela ajude nossos pujantes exportadores de pescado a traduzir os rótulos das latas de sardinha? Hecho en Brasil. Porque, como dizia o Che, cayó en la red es pez.

8 comments
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11 Junho 2008 às 7:03 pm
Pedro Dias
Vale hombre, estupendo!!!
12 Junho 2008 às 12:31 pm
Yan Kaô
Veja isso:
Você sabe que está ouvindo rock progressivo demais quando…
Vou responder aqui mesmo, com toda honestidade e paciência, meu caro Kaô.
O texto é meio longo, mas é legal.
1. A palavra “mellotron” provoca uma estranha sensação nas suas partes intímas. Não. Mas eu sei o que é mellotron, o que me fode de qualquer jeito.
2. Você se refere ao vocalista do Yes como “O Profeta Sagrado Jon Anderson”. Não. Profeta sagrado progressivo é o Peter Hammill.
3. Você culpa Phil Collins pela saída de Peter Gabriel do Genesis. Não. Culpo a África.
4 Você adora os discos “Invisible Touch” (Genesis), “90125″ (Yes) e “Love Beach” (Emerson, Lake & Palmer), mas tem vergonha de admitir. Não. Mas adoro o Supertramp!
5. Você gosta de “Not Everybody’s Gold” do Salem Hill. Não conheço Salem Hill.
6. Você sabe o significado da palavra “firth”. Sei sim, e daí?
7. Você acredita que o talento de um baterista é mensurável pelo tamanho de seu instrumento. Jamais. Ringo rules.
8. Você considera letras um desperdício de tempo entre solos. Jamais! Viva Leonard Cohen!
9. Você vai a um show do King Crimson e toma notas. Se e quando eu for, vou é ficar de quatro.
10. Você não respeita nenhum tecladista que não usa um Hammond B3 verdadeiro. Respeito demais o Glenn Gould.
cronometree
11. Você prefere Bill Bruford ao Alan White, dizendo que “groove e feeling são superestimados”. Prefiro porque é muito mais baterista.
12. Você gosta do timbre da guitarra do Steve Howe. Gosto. Mas nisso de timbres, prefiro o Jan Akkerman.
13. A sua fantasia de Menage à Trois envolve você, Keith Emerson e Rick Wakeman. Não messssmo…
14. Você não vê nada de engraçado com Robert Fripp e está disposto a sair no braço com quem vê. Ah, eu acho ele engraçado sim.
15. Os adjetivos “Canterbury”, “melódico”, “sinfônico” e “neo” anexos à palavra “progressivo” significam apenas “ruim”. Se eu achasse isso, não teria tudo do Premiata e do Hatfield & The North.
16. Você deu aos peixes do seu aquário nomes de membros antigos e atuais do Yes. Não tenho aquário.
17. As letras de “Close to the Edge” (Yes) têm um sentido profundo em sua vida. Nem fodendo.
18. Você prestou um serviço à comunidade ao bater em alguém que disse “Eu adoro Yes. Owner Of A Lonely Heart era demais!” Não. Eu até gosto um pouco dessa música.
19. Você tira um tempo para ouvir “Tales From Topographic Oceans” em sua totalidade. É, eu já fiz isso.
20. Você ainda adora o Kansas, apesar de deslizes como “Carry On My Wayward Son”,”Point Of Know Return” e Dust “In The Wind”. Como assim, “apesar de”?!
21. Você fez e usou a sua própria roupa de palco da turnê “Aqualung” do Jethro Tull. Não sou cosplayer.
22. Você gastou anos de terapia tentando esquecer que John Wetton já fez outra coisa além de tocar com o King Crimson. Ele tocou com o Roxy Music num disco muito bom, sabia?
23. O seu código secreto para sair de um show do Yes é: “Roundabout”. Não. Meu código secreto é “vambora, nega”.
24. Todas as suas bandas favoritas têm nomes de personagens ou lugares de “O Senhor dos Anéis”. Buzzcocks são aqueles cavaleiros de mantos pretos rasgados?
25. Você acredita que um baixista não merece respeito se não usar Rickenbacker. Olhaaaaa… já achei isso. Mas mudei de idéia.
26. Você sabe o que é uma Warr Guitar. Sei sim. De novo: e daí?
27. Você chama a maior parte do Rock Progressivo atual de “derivado”, mas sonha secretamente com o Yes gravando um “Close to the Edge II”. É derivado sim, mas não sonho com isso não. Prefiro sonhar com um “In a Glass House II”.
28. Você acredita que tocar em uma rádio é o sinal de decadência de uma banda. Claro que não.
29. Você considera “Os Reis do Iê-Iê-Iê” uma besteira para pessoas presas ao passado, mas já assitiu “The Musical Box” seis vezes. Não considero e não assisti.
30. Você gasta mais tempo e energia tentando fazer a sua mullher se animar com Rock Progressivo do que a animando efetivamente. Minha mulher se anima fácil.
31. Você já dançou ouvindo “Tom Sawyer” (Rush). I can’t dance.
32. Você não está disposto a considerar LED ZEPPELIN uma banda de Rock Progressivo. Porque não é mesmo, apesar da “No Quarter”.
33. Quando você vê um amigo seu achando um disco do Styx na sua coleção, você rapidamente diz “apenas um descuido juvenil”. Meus amigos não acharão esse disco.
34. Você sai de um show do Emerson, Lake & Palmer resmugando “vendidos!”, porque eles só tocaram a primeira parte de “Karn Evil 9″. Não, só serão vendidos se encolherem a “Tarkus”.
35. Você acha que o disco “Union”, do Yes, deveria se chamar “Onion” (cebola) – ele fede! É ruim mesmo.
36. Você é homem, escolado, groupie e assexuado. Sim, sim, não, não mesmo.
37. Você ligou para uma rádio e xingou todo mundo por terem tocado a versão editada de “Thick As A Brick”, do Jethro Tull. Não. Já liguei para xingar um cara que disse que Jesus & Mary Chain é melhor qe Hendrix. Aliás, ligamos, eu e tu, lembra?
38. Você sabe quem é Annie Haslam. Sei sim! Linda!
39. Você sabe de cor a letra de alguma música do Gentle Giant. De mais de uma.
40. Você insiste em ter um tapete persa no palco. Que palco?
41. Você sabe o que são pedais Taurus. Sei. Geddy Lee também sabe.
42. Você ouve o barulho de um acidente de carro e diz “Isso é derivado de {coloque o nome da banda aqui}”. Stockhausen?
43. A sua coleção de CDs é separada por ordem das notas que cada músico tocou. Ainda não.
44. Você gasta rios de dinheiro para conhecer o som de uma banda, mas acaba descobrindo que só vai conseguir algum CD deles na base de troca. Isso foi antes do mp3.
45. Você sabe que “House Of The King” foi feita pelo Focus e não pelo Jethro Tull. Sei! E muita gente não sabe!
46. Você sabe a diferença entre Jurgen Fritz e Keith Emerson. Sei sim, e algumas vezes prefiro o Jurgen.
47. Você condena o som da música techno, porque nenhum som feito por computador pode ser considerado música, mas compara às escondidas o estilo dos sons de [coloque o nome de qualquer sucesso aqui] com o de [coloque o nome de algum tecladista aqui] tocando em [coloque o nome de um clássico do Rock Progressivo aqui]. Não condeno, eu gosto de muita coisa techno – e dos pais do techno: Kraftwerk e Neu!
48. Além do mais, você secretamente deseja que contratem Steven Rothery para dar uma “apimentada” no som. De quem?
49. Você considera todo e qualquer estilo de música como um derivado do Rock Progressivo, que é a a única forma verdadeira de música. Não.
50. Você já fez uma aposta sobre o tempo de duração de “A Change Of Seasons” (Dream Theater) contra “Grendel” (Marillion). Não. Mas nada ganha de “Thick as a Brick”.
51. Você concorda com os motivos que levam Fish e/ou Marillion a não tocarem mais “Grendel”. Não sei quais são.
52. Você tentou escutar toda a sua coleção (e as dos seus amigos) de discos de Rock Progressivo lendo “O Retorno do Rei” e chegou à conclusão que, já que todos combinaram, Tolkien era fã de Rock Progressivo também. Nunca tentei. Mas já li o livro e tenho aqui o disco do Bo Hansson.
53. A “turnê mundial” da sua banda favorita consiste em três apresentações pela costa oeste – um show acústico em uma livraria, um show de aquecimento pré-festival em uma noite de sexta ao lado de outras seis bandas, e um show grátis na loja de aluguel de ternos do seu tio. Essa foi mais ou menos a última world tour do Grace Cathedral Park.
54. Você acredita que a era de ouro do Rock Progressivo vai ser ressuscitada através do Chapman Stick. Não. Virá quando relançarem o Vocoder.
55. Você adora o King Crimson… mas queria que Greg Lake, Gordon Haskell, John Wetton e Adrian Belew mantivessem o bico fechado. De jeito nenhum! Great deceiveeeeer!
56. Você acredita que tocar teclado sem estar usando uma capa é uma desonra em relação ao instrumento e ao Rock Progressivo em si. Não. Nada de Batman.
57. Você pode tranquilamente sentar em uma sala ao lados de outros fãs de Rock Progressivo e levar uma conversa inteligente sobre bandas como Renaissance e Illusion… mas o que você queria mesmo é que eles fossem embora para ouvir o seu vinil de “Hero and Heroine” do The Strawbs. Eu sei viver em sociedade.
58. Você é capaz de recitar qualquer uma das histórias que Peter Gabriel contava entre uma música e outra nos shows do Genesis, tanto em inglês quanto em francês. Não sou. Mas gostaria de ser.
59. Você dá dinheiro para a sua esposa e filhos para saírem no final de semana para que você possa organizar o seu próprio festival caseiro de Rock Progressivo, com todos os discos ao vivo que você tem – por volta de uns 65-75. Dá direito até a “Framptons Comes Alive”, a suposta entidade não-Progressiva. Eles adorariam que eu fizesse isso, mas cadê dinheiro?
60. Você acredita que Rael era uma pessoa real e procura sua biografia na Internet. Sem exageros, por favor.
61. Você chora quando seus filhos chama a sua coleção de CDs de chata e pedem se não tem nada do Nirvana. Nirvana é o de menos. Aqui a coisa é na base da Hannah Montana.
62. Seus olhos se enchem de lágrimas quando vê um filho seu cantando junto com um de seus discos de Rock Progressivo. Currently impossible.
63. A primeira coisa que você verifica na procura de uma boa escola para seus filhos é se possuem aulas em Kobaian. Inglês é melhor, hein?
64. Você não fala mais com a sua esposa desde que ela se recusou a batizar as crianças de Dweezil e Moon Unit. Frank Zappa não é progressivo.
65. O seu chefe tem perguntando o porque de uma letra “K” maiúscula antes de algum “c” nos seus relatórios e memorandos. Felizmente não.
66. Suas filhas se chamam Galadriel e Nico. Coitadinhas! Não, não.
67. Você levou seu filho para comprar pratos para a bateria dele, porque ela estava pequena demais, com menos de uma dúzia. Isso porque já tinha sete ton-tons.
68. Você mede o valor de uma música com o número de variações de compassos nela. Não. Mas nada contra Rachmaninoff.
69. Você compra um disco com capa feita por Roger Dean independente da música contida nele. Nem sempre compro, mas sempre olho.
70. Você prefere o som original de “Fragile” do Yes no vinil do que a remasterização em CD. Não.
71. Você comprou duas cópias da edição especial da coletânea “Bridge Across Forever”. Uma para guardar lacrada e outra que você usou para fazer cópias para tocar no carro, no escritório e, por medidas de segurança, no carro da esposa. Depois, ambos foram guardados em algum lugar bem afastado. Preciso baixar isso aí…
72. Mesmo que você não ouça Rock Cristão, você tem todos os discos solo do Neal Morse. Não tenho. Mas gosto do Oficina G3.
73. Você tem o catálogo inteiro da Magna Carta. Não tenho, mas queria ter.
74. Você fez uma remoção à laser de tatuagem quando John Petrucci partiu para Ernie Ball. Arnaldo Baptista é a mãe.
75. A sua lista de presentes de Natal é feita com a ajuda do site Inside Out. Será, será.
76. Você pode discutir sobre como James Labrie tem ficado melhor ao vivo. Não posso.
77. Mesmo não manjando nada sobre técnicas de bateria, você tem Liquid Drum Theater e Progressive Drum Concepts. Não tenho.
78. O dia 20 de Abril é histórico para você. Não é. Devia ser? por quê?
79. Para você, a letra X no fim do nome de uma banda significa que ela é Progressiva. Billy Idol teria um ataque lendo isto.
80. Você não respeita um baixista que não toca mais do que quatro cordas. Jaco Pastorius nunca usou essa bobagem de 5 cordas.
81. Você parou de ouvir PINK FLOYD quando começou a ouvir uma banda de nome estranho que vem da Indonésia. Não.
82. Você não considera música qualquer passagem improvisada que uma banda faz ao vivo. De fato, não.
83. Você fez uma lista dos 10 melhores discos conceituais. Nick Hornby? Não, não.
84. Você considera qualquer pessoa que faça uma lista assim como “Anti-Rock Progressivo”. E diz para essa pessoa ir ouvir Mushroomhead. Pois é, Nick Hornby.
85. Você pediu que “Time Stand Still” do Rush fosse o tema da sua formatura. Nem a pau, Nicolau.
86. Tocou “June” ou “Surrounded” no seu casamento. Tampouco.
87. Você verificou se “A Change Of Seasons” do DREAM THEATER sincroniza com “A Sociedade dos Poetas Mortos”, como Pink Floyd com o Mágico de Oz. Isso aí já é coisa de desocupado, né?
88. Você considera o Blue Man Group um grupo de Rock Progressivo porque eles usam um Chapman Stick. Não conheço o Blue Man Group.
89. Você admite que uma banda é boa, mas diz que é ruim porque você é fiel ao Rock Progressivo, e se não é Prog, não é bom. Sou sunita.
90. Você assiste a gravações de shows do Genesis no auge e não vê nada de estranho em ver Peter Gabriel vestido de flor. Não vejo mesmo.
91. “The Dark Side Of The Moon” não é Progressivo o bastante para você. É sim.
92. Ninguém entende porque você fica rindo das vozes no Uncle Meat do Frank Zappa. Zappa não é progressivo, pô.
93. Suas visitas sempre perdem a hora quando você coloca alguma música: “Nossa, já é tudo isso? Mas é a mesma música que você colocou desde quando eu cheguei!”. Não, nós respeitamos as limitações alheias.
94. O paradeiro atual dos integrantes da sua banda favorita é desconhecido. Sim.
95. Você mandou cartas para todas as emissoras de TV possíveis dando a idéia de fazer um desenho animado sobre as histórias do Gong. Não mandei. Mas, se fizessem, eu veria.
96. Você acreditou quando alguém disse que era um membro dos The Residents. Nunca ninguém me disse que era.
97. Fica do lado de vagas especiais para deficientes fisícios na esperança de ver Robert Wyatt. Ainda não.
98. Conta quantas notas seu músico favorito é capaz de tocar por segundo. Não sou capaz.
99. “Revolution 9″ é a única coisa dos BEATLES que você gosta. Definitivamente não!
100. Você fez questão de se tornar um virtuoso em um instrumento usado apenas para produzir algum efeito sonoro eventual em uma determinada música. Sou incapaz de ser virtuoso em qualquer instrumento, berimbau incluído.
101. Ninguém deixa você escolher as músicas para uma festa. Uma pessoa deixou.
102. Você usa o Metal Progressivo para conveter seus amigos HeadBangers para o Rock Progressivo. Não.
103. Os anos 80 foram difíceis para você. Para nós, hehe.
104. Tarja, Simone Simmons, Liv Kristine e todas as vocalistas de canto lírico do Heavy Metal atual são meras cópias de Annie Haslam e Sonja Kristina para você. Não. Mas gosto mais de Renaissance que de Curved Air.
16 Junho 2008 às 1:47 pm
Yan Kaô
Em tempo: alguém me mandou a enquete acima, não sei de metade do que está escrito ali; Berimbau é foda de tocar, velho, não se iluda.
23 Junho 2008 às 9:12 am
Fábio Sakata
texto inteligente… gostei do blog e voltarei mais vezes…
28 Junho 2008 às 3:30 pm
Yan Kaô
Veja essa animação e me diga, se nossos costumes não vem diretamente dos italianos e não de africanos, portugueses, ou índios!! Impressionante!
http://tcc.itc.it/people/rocchi/fun/europe.html
29 Junho 2008 às 1:26 am
Orlando
Os meus costumes vêm da Itália. Mas tudo o que vem de Portugal também vem da Itália, apenas com bigodes: somos latrinos, somos assim. Genial, a animação.
10 Julho 2008 às 12:53 pm
ATer
Ganhou um leitor diaário do feed. Parabens!
Sucesso!
Téo
10 Julho 2008 às 3:17 pm
joao grando
Ex-esquisito certamente nunca seremos.