Eu tinha um outro blogue quando Lula criou seu inefável Ministério da Pesca, o que me fez lembrar o Febeapá e o secretário da educação e saúde do Estado do Rio nos anos 60, que quis fundar a “Universidade do Peixe”. Pois o blogue morreu, e eu achava que esse Ministério também, porque a pesca não é assunto lá tão palpitante.

Engano. Há Ministério ainda, e o Excelentíssimo que o comanda é o senhor Altemir Gregolin. Ele mesmo, Altemir Gregolin. Ora, quem senão Altemir Gregolin. Eu faria uma música: pim, pim, pim, Gregolin, Gregolin, Dantas, pim. Altemir Gregolin, autoridade máxima nacional em assuntos de rede e anzol.

Não se sabe se a pesca avançou, melhorou, evoluiu cá no Brasiu. Mas Gregolin pim pim deu – parece que a mando do Roussefão – emprego à mulher de um hombre das FARC (aquela organização humanitária colombiana que está reeducando umas seiscentas pessoas há dez anos). A ver o que a FARC pesca por cá – além de cargos, naturalmente.

O partido infaustamente acronimado DEM quer saber, acho que só de sacanagem, se a ABIN tinha ciência da condição de dona-de-FARC da tal mulher. Sendo a ABIN uma agência Brasileira de Inteligência, e portanto uma espécie de antítese regulada em lei, é duro de saber – seja a sério, seja por graça.

Não que importe. Dificilmente demitirão a mulher, que talvez até seja útil: quem sabe ela ajude nossos pujantes exportadores de pescado a traduzir os rótulos das latas de sardinha? Hecho en Brasil. Porque, como dizia o Che, cayó en la red es pez.