“Sid Vicious me seguiu por todos os lugares. Isso foi antes dele estar nos Sex Pistols. Ele era muito legal e muito inocente. Vi ele o tempo inteiro. A pior vez foi numa noite em que fizemos uma tremenda festa. Era verão, e em Londres não há ar-condicionado. Era num lugar chamado Country Cousin ou Country Club, onde todo mundo fazia suas festas. Estavam servindo vinho e cerveja, e todo mundo estava atrolhado. O banheiro inteiro estava cheio de vômito – na pia, nas privadas, no chão. Era completamente nojento.
“E alguém disse: ‘Dee Dee, você precisa de alguma coisa?’
“Eu disse: ‘Yeah, quero um pouco de speed‘.
“De repente eu tinha uma enorme quantidade de speed na minha mão. Comecei a cheirar feito louco. Fiquei muito louco. E então vi Sid, e ele disse: ‘Você tem alguma coisa para se chapar?’ Eu disse: ‘Yeah, tenho speed‘ Então Sid sacou um kit de apetrechos, botou um punhadão de speed na seringa e daí enfiou a agulha na privada, com todo o vômito e mijo, e encheu. Não pôs no fogo. Só sacudiu, enfiou no braço e saiu do ar. Fiquei só olhando pra ele. E eu que até ali achava que já tinha visto tudo.”
Dee Dee Ramone. Em Mate-me, Por Favor, de Legs McNeil e Gillian McCain. Porto Alegre, L&PM, 1997, página 250.

2 comments
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28 Março 2008 às 9:26 pm
José Américo de Melo
E eu que me acho na mais profunda das lamas quando recorro ao cemitério de joint ends… there’s still a long way down.
29 Março 2008 às 12:37 am
Orlando
E nem entrei no tópico das girlfriends dos caras. Para cada Bebe Buell, uma dúzia de Connies.