Her heart is sick of being in chains, coitadinha. Mas notem que, enquanto canta coisas meio escabrosas sobre auto-crucifixão e salvação em meio a lençóis sujos, ela faz a maior cara de “E aí, vai ficar só me olhando?”. Muito bacana, inclusive as empregadinhas com saiote de celofane.

All the white horses have gone ahead, mas o meu ficou. Arreparem no lábio inferior em, hum, contato estreito com o microfone.

É a mesma música, mas a putaria é ainda maior; Deus sabe em que estado ficou o cantinho da banqueta. A letra, aparentemente, fala do pai dela. Vejam o sorrisinho no final: “É para aplaudir mesmo”.

Tori Amos, senhoras e senhores. Ela começou como uma espécie de versão pornô da Kate Bush, mas é mais bonita, a voz ainda está em forma, e virou gente grande (como compositora) bem depressa. Faz boas covers: sua versão para “I’m on fire”, do Bruce Springsteen, justifica o título. A conversa dela é uma bobajada só sobre misticismo uterino e coisas assim, e é geralmente tida como imprevisível, ou seja, meio louca. Mas, oh, whatta woman. E que boca.

P. S. tardio: é preciso esclarecer – esses vídeos são do começo dos anos 90. Embora continue cantando à putanhesca, hoje dona Tori tem 45 anos e está ficando com um jeitão desagradável de Rita Lee.