Nasci em 1967, precisamente a 13 de maio. Já tem um tempinho que comecei a prestar atenção ao ano em que morreram as pessoas que nasceram em 1867; taking my chances, sabem como é. Hoje, resolvi sistematizar: cliquei na página referente a 1867 na Wikipédia (em inglês), e vi o rol dos nascidos que conheço, e os anos de suas mortes.

O poeta Rubén Darío nasceu em 1867 e morreu em 1916 (49 anos); o maestro Arturo Toscanini também, e foi até 1957 (90 anos com duas guerras mundiais no meio); Wilbur, um dos dois irmãos Wright, foi até 1912 (45; caiu de um avião?); Frank Lloyd Wright, o arquiteto, alcançou 1952 (83 anos – arquitetos, vejam, são longevos); o escritor Luigi Pirandello se agüentou até 1936 (69 anos); o escritor John Galsworthy foi até 1933 (66); Marie Curie, até 1934 (67); e Scott Joplin, que provavelmente nasceu naquele ano, resistiu até 1917 (50, uma façanha para um jazzista).

Tirando a média, e considerando alguns avanços em higiene e medicina, mais os exercícios que ando fazendo, é possível que eu me agüente até 2035-2040. Ou seja, uns bíblicos 70 anos.

Parece bom. Há quem, nas minhas relações (ativas e extintas), ache que é tempo demais, demais; mas, para mim, é o bastante, desde que não venham infarte, bala perdida ou capotamento interferir em tão tosca estatística.